Ser, parecer
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos
Mia Couto,
in Raiz de Orvalho e Outros Poemas
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
We all think we're going to be great. And we feel a little bit robbed when our expectations aren't met. But sometimes, our expectations sell us short. Sometimes the expected simply pales in comparison to the unexpected. You gotta wonder why we cling to our expectations because the expected is just what keeps us steady, standing, still. The expected's just the beginning. The unexpected is what changes our lives.
Meredith Grey em Grey's Anatomy
Meredith Grey em Grey's Anatomy
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
"Lembro-me de ler, na minha adolescência, um pequeno livro que nos colocava questões para nos fazer pensar. Um desses dessas questões era algo do género:
Preferias passar 2 anos numas férias paradisíacas, com tudo aquilo que gostas, no local que sempre desejaste, tudo do bom e do melhor mas sabendo que mal terminem as férias te vais esquecer de tudo e não vais ter qualquer evidência que as viveste? Ou, em alternativa, preferes passar uma semana de férias numa qualquer praia perto de casa e sem nada mais de especial mas sabendo que as vais recordar?
E a questão do sentido da vida está relacionada com esta questão. O que me “preocupa” não é tanto que a vida acabe, mas que no longo prazo tudo é indiferente. Tudo será esquecido, os vestígios da nossa (humanidade) existência desaparecerão, tudo será indiferente…
Assim sendo, não será a morte propriamente dita que cancela o sentido da vida, mas que o facto de que no longo prazo tudo é indiferente me perturba, ah isso perturba!"
Preferias passar 2 anos numas férias paradisíacas, com tudo aquilo que gostas, no local que sempre desejaste, tudo do bom e do melhor mas sabendo que mal terminem as férias te vais esquecer de tudo e não vais ter qualquer evidência que as viveste? Ou, em alternativa, preferes passar uma semana de férias numa qualquer praia perto de casa e sem nada mais de especial mas sabendo que as vais recordar?
E a questão do sentido da vida está relacionada com esta questão. O que me “preocupa” não é tanto que a vida acabe, mas que no longo prazo tudo é indiferente. Tudo será esquecido, os vestígios da nossa (humanidade) existência desaparecerão, tudo será indiferente…
Assim sendo, não será a morte propriamente dita que cancela o sentido da vida, mas que o facto de que no longo prazo tudo é indiferente me perturba, ah isso perturba!"
"Os factos da vida são muito simples. A princípio, receamos tudo - os animais, o tempo, as árvores, o céu à noite -, tudo à excepção do outro. Agora só tememos o outro e praticamente mais nada nos assusta. Ninguém sabe porque determinada pessoa faz determinada coisa. Ninguém diz a verdade. Ninguém está contente. Ninguém se sente seguro. Face a tudo o que há de tão errado no mundo, o pior que podemos fazer é sobreviver e, no entanto, temos de o fazer. É este dilema que nos faz acreditar e prendermo-nos à ilusão de que temos uma alma e de que há um Deus que se preocupa com o seu destino."
In Shantaram, Gregory David Roberts
In Shantaram, Gregory David Roberts
Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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