Shane: Aaargh! Fuck you, fuck your mom in the ass with a screwdriver.
Silas: I get it. If I get shot in my jerk-off arm, I would be mad too.
Andy: If you don't cum, the terrorists win.
Audra: We can't have that.
Andy: I know all the best rehab centers. I'm totally addicted to that show Intervention.
Nancy: If you come anywhere near my children, I'll kill you myself.
Nancy [asking Andy to suck her nipple]: Be the baby!
Nancy: Why is the bed moving?
Andy: There must be an earthquake.
Nancy: Are you jerking off?!?
Dean: My rate is five hundred dollars an hour
Doug: Wooo... that better include a rim job
Pilar: Do you know why I've never had children?
Nancy: Because you'd eat them and children are super fattening?
Shane: Why don't you sell something people want.
Celia: Like what?
Shane: Like drugs.
Shane: You stuck your penis inside my mother at least once.
Nancy: Ok, then. Good night, Shane. Go upstairs.
Silas: So, you're the mayor of Mexico or something?
Esteban: Or something, yes.
Weeds
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
"Amanhã não serás. Toda a gente sabe isso, menos tu. Vê se o aprendes. Mas tentar aprender a morte é o modo mais perfeito de tentar aprender a vida. Porque tu, como quase toda a gente, não sabes a vida ou sabe-la de cor. É na doença que se aprende a saúde, é na miséria que se sabe o bem-estar. Não sabes a vida porque não imaginas a sua privação. Vê se consegues ter uma ideia da morte e saberás a maravilha que te coube, que tiveste a sorte incrível de te caber. Mas se aprenderes a vida, saberás que ela é maravilhosa para além de ti. Quando morreres, morrerá o universo contigo. Mas agora que estás vivo, sabes que o universo continua. Obriga-te agora a sabê-lo para quando o não souberes. A espécie humana és tu, porque é em ti que ela se concentra no acto de o pensares. Aproveita enquanto o sabes, para saberes que a espécie é a de cada homem, quando já não existires. Faz assim um esforço para te pensares nos outros, quando já não puderes pensar-te a ti. A vida é um bem de que não sabes bem o que é. Ela está em ti como tu estás nela. Quando já não estiveres, haverá outros que estão. Vê se consegues pensar neles agora um pouco também. Pensa nesse bem, que é maior do que tu, e vê se sabes o que o é, para ele ser para ti ainda um bem quando já o não for. Há biliões e biliões de homens que estão à espera no não-ser da oportunidade de serem. E saberás da tua imensa responsabilidade na passagem do testemunho aos que hão-de ser amanhã. E a vida recuperará através de ti a maravilha de ser vida nos que à vida hão-de vir depois de ti. Aproveita a vida para o pensares, porque depois já o não poderás fazer. Foste miraculosamente favorecido no inimaginável acaso que te trouxe. É a vida que deves aos que vierem, porque ela não é tua, mas de si e dos outros. Eles a esperam das tuas mãos. É feio que te apropries do que te não pertence. É feio o pecado da ingratidão."
Vergílio Ferreira,
in Pensar
Vergílio Ferreira,
in Pensar
terça-feira, 27 de outubro de 2009
"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. (...)"
Alberto Caeiro,
in O Guardador de Rebanhos
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. (...)"
Alberto Caeiro,
in O Guardador de Rebanhos
domingo, 25 de outubro de 2009
Manhã
Estou
e num breve instante
sinto tudo
sinto-me tudo
Deito-me no meu corpo
e despeço-me de mim
para me encontrar
no próximo olhar
Ausento-me da morte
não quero nada
eu sou tudo
respiro-me até à exaustão
Nada me alimenta
porque sou feito de todas as coisas
e adormeço onde tombam a luz e a poeira
A vida (ensinaram-me assim)
deve ser bebida
quando os lábios estiverem já mortos
Educadamente mortos
Mia Couto,
in Raiz de Orvalho e Outros Poemas
Estou
e num breve instante
sinto tudo
sinto-me tudo
Deito-me no meu corpo
e despeço-me de mim
para me encontrar
no próximo olhar
Ausento-me da morte
não quero nada
eu sou tudo
respiro-me até à exaustão
Nada me alimenta
porque sou feito de todas as coisas
e adormeço onde tombam a luz e a poeira
A vida (ensinaram-me assim)
deve ser bebida
quando os lábios estiverem já mortos
Educadamente mortos
Mia Couto,
in Raiz de Orvalho e Outros Poemas
sábado, 24 de outubro de 2009
Millicent Weems: What was once before you - an exciting, mysterious future - is now behind you. Lived; understood; disappointing. You realize you are not special. You have struggled into existence, and are now slipping silently out of it. This is everyone's experience. Every single one. The specifics hardly matter. Everyone's everyone. So you are Adele, Hazel, Claire, Olive. You are Ellen. All her meager sadnesses are yours; all her loneliness; the gray, straw-like hair; her red raw hands. It's yours. It is time for you to understand this.
Millicent Weems: Walk.
Millicent Weems: As the people who adore you stop adoring you; as they die; as they move on; as you shed them; as you shed your beauty; your youth; as the world forgets you; as you recognize your transience; as you begin to lose your characteristics one by one; as you learn there is no-one watching you, and there never was, you think only about driving - not coming from any place; not arriving any place. Just driving, counting off time. Now you are here, at 7:43. Now you are here, at 7:44. Now you are...
Millicent Weems: Gone.
in Filme: Synecdoche, New York 2008
Millicent Weems: Walk.
Millicent Weems: As the people who adore you stop adoring you; as they die; as they move on; as you shed them; as you shed your beauty; your youth; as the world forgets you; as you recognize your transience; as you begin to lose your characteristics one by one; as you learn there is no-one watching you, and there never was, you think only about driving - not coming from any place; not arriving any place. Just driving, counting off time. Now you are here, at 7:43. Now you are here, at 7:44. Now you are...
Millicent Weems: Gone.
in Filme: Synecdoche, New York 2008
I Sit and Look Out
I SIT and look out upon all the sorrows of the world, and upon all oppression and shame;
I hear secret convulsive sobs from young men, at anguish with themselves, remorseful after deeds done;
I see, in low life, the mother misused by her children, dying, neglected, gaunt, desperate;
I see the wife misused by her husband—I see the treacherous seducer of young women;
I mark the ranklings of jealousy and unrequited love, attempted to be hid—I see these sights on the earth; 5
I see the workings of battle, pestilence, tyranny—I see martyrs and prisoners;
I observe a famine at sea—I observe the sailors casting lots who shall be kill’d, to preserve the lives of the rest;
I observe the slights and degradations cast by arrogant persons upon laborers, the poor, and upon negroes, and the like;
All these—All the meanness and agony without end, I sitting, look out upon,
See, hear, and am silent.
Walt Whitman, Leaves of Grass
I SIT and look out upon all the sorrows of the world, and upon all oppression and shame;
I hear secret convulsive sobs from young men, at anguish with themselves, remorseful after deeds done;
I see, in low life, the mother misused by her children, dying, neglected, gaunt, desperate;
I see the wife misused by her husband—I see the treacherous seducer of young women;
I mark the ranklings of jealousy and unrequited love, attempted to be hid—I see these sights on the earth; 5
I see the workings of battle, pestilence, tyranny—I see martyrs and prisoners;
I observe a famine at sea—I observe the sailors casting lots who shall be kill’d, to preserve the lives of the rest;
I observe the slights and degradations cast by arrogant persons upon laborers, the poor, and upon negroes, and the like;
All these—All the meanness and agony without end, I sitting, look out upon,
See, hear, and am silent.
Walt Whitman, Leaves of Grass
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
"Em tempo de paz, o homem de espírito guerreiro volta-se contra si mesmo."
"Queres que ele seja simpático contigo? Mostra-te embaraçado diante dele."
"Alegrar-se com um elogio é, para muitos, apenas uma delicadeza do coração - precisamente o oposto de uma vaidade de espírito."
"O que uma época considera como mau, é, habitualmente, um testemunho do que outrora foi considerado bom, o atavismo de um ideal mais antigo."
"A vaidade dos outros é para nós uma falta de gosto quando se opõe à nossa vaidade."
"«Ele desagrada-me» «Porquê?» «Não estou à altura dele.» Já alguma vez alguém respondeu assim?"
Friedrich Nietzsche, in Para Além do Bem e do Mal
"Queres que ele seja simpático contigo? Mostra-te embaraçado diante dele."
"Alegrar-se com um elogio é, para muitos, apenas uma delicadeza do coração - precisamente o oposto de uma vaidade de espírito."
"O que uma época considera como mau, é, habitualmente, um testemunho do que outrora foi considerado bom, o atavismo de um ideal mais antigo."
"A vaidade dos outros é para nós uma falta de gosto quando se opõe à nossa vaidade."
"«Ele desagrada-me» «Porquê?» «Não estou à altura dele.» Já alguma vez alguém respondeu assim?"
Friedrich Nietzsche, in Para Além do Bem e do Mal
sábado, 17 de outubro de 2009
As pessoas pensam, as pessoas fazem, as pessoas ressoam como todos, como tudo, todos dentro de si e em si. Nada mais. O mundo é a insignificância levada ao extremo e as pessoas os súbditos de nada. Todos estão cobertos de si próprios, uma camada viscosa e celulenta que mete nojo tocar. Apreço pelos verdadeiros seres pensantes descobertos e à descoberta. Deixei-me de alumiar, sou uma irracionalidade pegada, que tem nojo por camadas e é uma insignificância involuntária. Fosse melhor, seria mais facilmente um ser livre ou um ser morto a um insecto ranhoso.
Escrito há uns tempos, meados de 2008.
Escrito há uns tempos, meados de 2008.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Querido leitor: Nunca penses servir o teu país com a tua inteligência, e para isso em estudar, em trabalhar, em pensar! Não estudes, corrompe! Não sejas digno, sê hábil! E, sobretudo, nunca faças um concurso; ou quando o fizeres, em lugar de pôr no papel que está diante de ti o resultado de um ano de trabalho, de estudo, escreve simplesmente: sou influente no círculo tal e não me façam repetir duas vezes!
Eça de Queiroz,
in As Farpas (1871)
Eça de Queiroz,
in As Farpas (1871)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Começou a convencer-se de que o mundo não tinha significado nem propósito; existia simplesmente, com desprendimento, alheio ao espantoso sofrimento que as suas regras implacáveis ditavam. Cada vida é uma tragédia imensa para quem a vive, mas cruelmente insignificante à escala do universo. Os seres vivos sofrem e o mundo mostra-se estranho a esse sofrimento, encarando-o com indiferença, aceitando-o como fazendo parte da ordem natural das coisas, como se a dor fosse o motor da existência, a inquidade o seu preço. Cada desejo procura satisfação, cada obstáculo gera sofrimento. Mesmo a satisfação de um desejo apenas suscita felicidade temporária; logo a seguir vem um novo desejo, de novo travado por mais um obstáculo, o que significa que a existência é sempre luta, o sofrimento omnipresente, a felicidade efémera.
José Rodrigues dos Santos, "A vida num sopro"
José Rodrigues dos Santos, "A vida num sopro"
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Violência
Deparamo-nos com uma velha verdade: “a caneta é mais poderosa que a espada”.
Desde que a caneta seja usada para expressar ideias e a espada usada para impor as vontades, a violência será sempre crescente. A afirmação significa claramente que as ideias têm mais influência que a violência. Pois a violência é sempre usada com um propósito, há alguma motivação por detrás. O que interessa é o tipo de ideia que é usada ao serviço da violência. A espada pode apenas destruir, mas os argumentos expressos pela caneta podem dizimar. A caneta é o veículo de ideias e argumentos que ajudam o homem a direccionar-se para comportamentos erráticos.
É de se referir que métodos não violentos não são métodos covardes. Se alguém não é violento pode não estar com medo, possivelmente tem apenas falta de instrumentos de violência, ele não é verdadeiramente não violento.
A expressão ‘resistente passivo’ muitas vezes dá a falsa impressão de que é uma espécie de método de resistir quietamente e de passivamente aceitar o mal.
Apesar de um resistente passivo não ser fisicamente agressivo em relação ao seu oponente, a sua mente e emoções estão sempre activas, constantemente a procurarem persuadir o outro de que está errado!
Escrito em 2007
Desde que a caneta seja usada para expressar ideias e a espada usada para impor as vontades, a violência será sempre crescente. A afirmação significa claramente que as ideias têm mais influência que a violência. Pois a violência é sempre usada com um propósito, há alguma motivação por detrás. O que interessa é o tipo de ideia que é usada ao serviço da violência. A espada pode apenas destruir, mas os argumentos expressos pela caneta podem dizimar. A caneta é o veículo de ideias e argumentos que ajudam o homem a direccionar-se para comportamentos erráticos.
É de se referir que métodos não violentos não são métodos covardes. Se alguém não é violento pode não estar com medo, possivelmente tem apenas falta de instrumentos de violência, ele não é verdadeiramente não violento.
A expressão ‘resistente passivo’ muitas vezes dá a falsa impressão de que é uma espécie de método de resistir quietamente e de passivamente aceitar o mal.
Apesar de um resistente passivo não ser fisicamente agressivo em relação ao seu oponente, a sua mente e emoções estão sempre activas, constantemente a procurarem persuadir o outro de que está errado!
Escrito em 2007
"Amizade é como café, uma vez frio nunca volta o sabor original, mesmo aquecido."
"A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade."
"Três coisas são essenciais para se carregar os pesos da vida: a esperança, o sono e o riso."
"Ciência é o conhecimento organizado. Sabedoria é a vida organizada."
Immanuel Kant
"A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade."
"Três coisas são essenciais para se carregar os pesos da vida: a esperança, o sono e o riso."
"Ciência é o conhecimento organizado. Sabedoria é a vida organizada."
Immanuel Kant
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Retirado do .doc que ando a escrever desde há alguns meses:
(...)estou a ser bastante parvo, eu sei, mas não me consigo evitar, deduzia que o meu locus of control seria inteiramente interno, mas parece que tendo a acreditar que todos estes factores externos me conduzirão eventualmente a alguém que se adeqúe a mim.
(...)estou a ser bastante parvo, eu sei, mas não me consigo evitar, deduzia que o meu locus of control seria inteiramente interno, mas parece que tendo a acreditar que todos estes factores externos me conduzirão eventualmente a alguém que se adeqúe a mim.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
"Aí está uma palavra que soa bem, cheia de promessas e certezas, dizes metamorfose e segues adiante, parece que não vês que as palavras são rótulos que se pegam às cousas, não são as cousas, nunca saberás como são as cousas, nem sequer que nomes são na realidade os seus, porque os nomes que lhes deste não são mais do que isso, os nomes que lhes deste"
José Saramago in As Intermitências da Morte
José Saramago in As Intermitências da Morte
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