"Lembro-me de ler, na minha adolescência, um pequeno livro que nos colocava questões para nos fazer pensar. Um desses dessas questões era algo do género:
Preferias passar 2 anos numas férias paradisíacas, com tudo aquilo que gostas, no local que sempre desejaste, tudo do bom e do melhor mas sabendo que mal terminem as férias te vais esquecer de tudo e não vais ter qualquer evidência que as viveste? Ou, em alternativa, preferes passar uma semana de férias numa qualquer praia perto de casa e sem nada mais de especial mas sabendo que as vais recordar?
E a questão do sentido da vida está relacionada com esta questão. O que me “preocupa” não é tanto que a vida acabe, mas que no longo prazo tudo é indiferente. Tudo será esquecido, os vestígios da nossa (humanidade) existência desaparecerão, tudo será indiferente…
Assim sendo, não será a morte propriamente dita que cancela o sentido da vida, mas que o facto de que no longo prazo tudo é indiferente me perturba, ah isso perturba!"
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