terça-feira, 10 de maio de 2011

Ninguém sabe o que está a acontecer
Podermos o comboio foi o que foi
(pelo menos é o que dizem os entendidos)
O certo é que os dias estão mais curtos
E há folhas a cair nas sílabas de Setembro

Recordo a partida e a viagem
E a tua alma está sentada numa estação qualquer perplexa
Perplexa
Como se tivesse perdido a memória e o lugar

Talvez te faça bem um copo e um cigarro
Nada de pânico: a crise esta no tempo
E ninguém sabe a direcção

Recordo os dias longos de verão
As folhas caem-te por dentro
Setembro é o sitio e estas sentado
A espera
De um sentido.

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