segunda-feira, 31 de maio de 2010

if you don't want it, don't play with it.

domingo, 30 de maio de 2010

- Marge, it takes two to lie, one to lie and one to listen.
Homer Simpson

sábado, 29 de maio de 2010

«The good that men do is oft interred with their bones. But the evil that men do lives on.»

Shakespeare

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Hoje a minha questão é:

Porquê que, falando apenas de pessoas ambiciosas, se estuda menos quando não há objectivos definidos a curto prazo?
Hoje deixei-me dormir, já é a 3ª vez esta semana desde que decidi adiar o meu exame de piano. Tenho vontade de estudar, mas deixo-me descansar em demasia. Nas férias do Verão estudo sempre muito menos, embora tenha muita vontade. O pensamento "mais tarde" reina em conjunto com os caprichos do dia-a-dia.
Lembro-me de ter lido em Ética Para Um Jovem: "Faz o que quiseres", isto querendo dizer que deveríamos fazer escolhas inteligentes. Na altura teve um forte impacto e mudei, mas parece que me esqueci de pensar e voltei ao mesmo.
Este ano lectivo queria desenvolver-me a solo e não o fiz absolutamente de maneira nenhuma, porque gosto tanto de tocar em conjunto que me enchi de grupos e acompanhamentos. Era o que me apetecia, pareceu-me, parece-me, mas o tempo é limitado e, ao fim e ao cabo, não tive tempo para fazer o que realmente queria, porque não dei a essa vontade a prioridade que lhe era devida! As opções que tinham objectivos a curto prazo foram ficando sempre à frente no meu estudo diário.
O que eu realmente quero é tocar melhor, quero mais isso que o capricho de ver mais episódios de CSI ou seja lá o que for que esteja a dar na TV. Ao fim de algum tempo deixando que os caprichos reinem, vemos que passámos meses sem fazer o que queríamos. Pouca gente faz "o que quer" duma forma constante, diária. É o que tenho visto. Poucos se lembram de ser espertos 24/7.
Desta vez vou ignorar os "pssst pssst"s tentadores que o Dostoievsky me manda ali da mesa. Vou estudar o pequeno bocadinho de tempo que ainda me resta antes de sair para trabalhar. :-) Um bom dia para vocês!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Balada duma heroína

Vais morrer com a saia rota,
sem flores nos cabelos...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos da terra
hão-de florescê-los ?

Vais morrer de blusa no fio,
sem laços nas tranças ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos do frio
penteiam as crianças ?

Vais morrer espantada na rua,
sem fitas nos caracóis ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos da lua
enfeitam os heróis ?

Vais morrer a cantar numa esquina,
de sapatos velhos ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
continuarás a ser a menina
que nunca teve espelhos ?

Vais morrer com olhos de águia presa
e meias de algodão ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
a tua beleza
não caberá num caixão?
E há-de rasgar a terra
e romper o chão
como uma primavera
de lágrimas acesa
que os homens atiram, em vão,
para a natureza.

 Lisboa, 1953
José Gomes Ferreira
«Without mistakes there's no learning.»

domingo, 23 de maio de 2010

Ao tudo por nada ou como disse alguém: "Ao nada por tudo.".

sábado, 22 de maio de 2010

Do the right thing, because it's the right thing to do....

domingo, 16 de maio de 2010

I ain't happy, I'm feeling glad
I got sunshine, in a bag
I'm useless,but not for long
The future is coming on

quinta-feira, 13 de maio de 2010

-Non existence, black emptiness.
-what did you say?
-I, I was just planning my future.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"You may not be her first, her last, or her only. She loved before she may love again. But if she loves you now, what else matters? She’s not perfect - you aren’t either, and the two of you may never be perfect together but if she can make you laugh, cause you to think twice, and admit to being human and making mistakes, hold onto her and give her the most you can. She may not be thinking about you every second of the day, but she will give you a part of her that she knows you can break - her heart. So don’t hurt her, don’t change her, don’t analyze and don’t expect more than she can give. Smile when she makes you happy, let her know when she makes you mad, and miss her when she’s not there."

Bob Marley

Para apreciar....

(Albert Jakobsson, Islândia, 2010)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Love forever, love is free.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"O Homem é a medida de todas as coisas."

Somos homens, logo somos a medida de tudo o que absorvemos e fazemos. A nossa compreensão do mundo é limitada pelo nosso entendimento e não podemos fazer mais do que a nossa condição nos permite. Por isso, por exemplo, nunca conheceremos Deus, porque é maior que nós. Podemos escolher acreditar que existe, ver sinais dele, mas não a ele. Vemos apenas o menor que nós e não fazemos maior que nós.
Temos 5 sentidos e uma razão. Tudo o que for possivelmente existente e apenas compreensível com outro sentido que não tenhamos, ou com uma capacidade intelectual superior à nossa, está fora do nosso alcance.
"Se fizermos Deus sangrar, as pessoas deixarão de acreditar nele."

sábado, 8 de maio de 2010

Querer é poder!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Life is like a box of crayons. Most people are the 8-color boxes, but what you're really looking for are the 64-color boxes with the sharpeners on the back. I fancy myself to be a 64-color box, though I've got a few missing. It's ok though, because I've got some more vibrant colors like periwinkle at my disposal.(...) Does anyone else have that problem? I mean there are so many different colors of life, of feeling, of articulation.. (...)

John Mayer

quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pobre velha música!
Não sei porque agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te.
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.

Fernando Pessoa
Conselho

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

Eugénio de Andrade
I celebrate myself, and sing myself,
And what I assume you shall assume,
For every atom belonging to me as good belongs to you.

I loafe and invite my soul,
I lean and loafe at my ease observing a spear of summer grass.

(...)

Walt Whitman,
in Song of Myself

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deus dá nozes a quem não tem dentes.

domingo, 2 de maio de 2010

Para amarmos alguém temos de considerar essa pessoa melhor que nós nalgum aspecto? Se em nada nos fascinar, não a amaremos?



«Quando olhamos para o ser amado (um anjo) e, não sendo o nosso amor correspondido, imaginamos o prazer que estar no céu na sua companhia pode trazer-nos, tendemos a ignorar um risco importante, os atractivos dessa pessoa podem esmorecer se ela decidir amar-nos. Apaixonamo-nos porque desejamos fugir de nós próprios com uma criatura tão bela, inteligente e divertida quanto somos feios, estúpidos e chatos. Mas que sentir quando um ser de tão rara perfeição um dia decide realmente retribuir o nosso amor? Só podemos ficar chocados – como é possível uma pessoa que parecia tão maravilhosa ter o mau gosto de apreciar alguém como nós? Se, para amarmos, precisamos de acreditar que o ser amado nos ultrapassa de algum modo, não constituirá a retribuição desse amor um cruel paradoxo? Apetece perguntar: “Se ela/ele é assim tão maravilhosa/o, como pode gostar de mim?”»


Capítulo 6 de Ensaios Sobre o Amor, Alain de Botton



Kish: É realmente um paradoxo.
Lena: Apenas se assumirmos que somos inferiores.

Primeiro, não acho que as pessoas sejam mais ou menos umas que as outras, mas sim que têm coisas melhores e piores em comparação.

Talvez para amar alguém, esse alguém nos capte a atenção pelo bem que nos faz e nos fascine com qualidades que não temos e aspectos que gostaríamos de melhorar em nós mesmos.

Eu, no lugar do autor, talvez me limitasse a falar de “fascínio” ou “atracção”, não usasse o termo “amor”, pois há vários tipos de amor e embora seja claro que o autor se refere ao amor entre casais é muito arrojado tentar dar uma explicação simples para algo tão complexo. E não é só do termo que discordo. Faz-me confusão que se tenha esquecido que, lá está, não somos mais nem menos que outros, só diferentes, e temos coisas muito boas para equilibrar as que nos faltam.

Kish: De acordo com o autor, se ambos assumirmos que somos bons, então como amamos? O que amamos?
Lena: Não faz sentido que se meça as pessoas numa escala geral. Se assim fosse e só amássemos alguém que achássemos superior a nós, então uma relação nunca resultaria para ambos os lados. Teríamos de ser pessoas iguais nas coisas boas para não nos amarmos mutuamente. Isso não existe, penso eu. E seríamos também iguais nos defeitos? Então não nos suportaríamos.
Kish: Podem ambos ser bons em coisas diferentes.

Amamos talvez por essa pessoa ter pontos que nos fascinam porque não os temos. Ela amar-nos de volta só será um paradoxo se assumirmos que não somos bons também noutras coisas - logo inferiores - logo não merecedores. Eu percebo que as pessoas sintam o que o autor escreveu, quando não são seguras de si ou têm dificuldade em ver claramente a sua pessoa e as suas qualidades, mas é algo turvo e pouco racional, pouco frio, pouco certo. Tem falhas lógicas óbvias.

Kish: Como é que alguém pode re-equilibrar a sua perspectiva? Reconsiderando as qualidades do outro ou valorizando-se mais?
Lena: Cada caso é um caso, mas penso que as qualidades da outra pessoa estão lá e não há muito a pensar sobre isso. Valorizando-se mais parece-me uma atitude saudável. Descobrir coisas menos boas na outra pessoa fá-la-á não continuar a divinizá-la. É difícil, se estiver com alguém extraordinário, mas ninguém é perfeito.

Eu acho que quando amamos uma pessoa e queremos o melhor para ela vamos ser o melhor de nós com ela, esperando que isso chegue para ela ser feliz.

Kish: Alguém que pense como o autor escreveu, pensa também ao contrário? “com isto e aquilo de mau que esta pessoa tem, estaria melhor com alguém que fosse mais assim ou assado”?
Lena: Realmente a outra pessoa não é perfeita e pensar assim seria igualmente válido. Se estamos bem com os defeitos do outro, não pensamos ao contrário. Se ele/a não se mostra infeliz, então deveríamos parar de pensar tanto no bem estar do próximo. Insegurança e pouca simplicidade não costumam trazer bons frutos.

Conclusão:
Todos temos altos e baixos. Assumirmos que a régua é feita no geral e que portanto somos inferiores é partir de falsas premissas e chegar a falsas conclusões.



Algo que escrevi há algum tempo, de certa forma relacionado com este tema, mas não só. http://dacasota.blogspot.com/2010/04/flutuar_02.html
Bring joy, save joy oh thy depressing soul.

sábado, 1 de maio de 2010

Duas pessoas não podem ocupar o mesmo espaço físico.