Hoje a minha questão é:
Porquê que, falando apenas de pessoas ambiciosas, se estuda menos quando não há objectivos definidos a curto prazo?
Hoje deixei-me dormir, já é a 3ª vez esta semana desde que decidi adiar o meu exame de piano. Tenho vontade de estudar, mas deixo-me descansar em demasia. Nas férias do Verão estudo sempre muito menos, embora tenha muita vontade. O pensamento "mais tarde" reina em conjunto com os caprichos do dia-a-dia.
Lembro-me de ter lido em Ética Para Um Jovem: "Faz o que quiseres", isto querendo dizer que deveríamos fazer escolhas inteligentes. Na altura teve um forte impacto e mudei, mas parece que me esqueci de pensar e voltei ao mesmo.
Este ano lectivo queria desenvolver-me a solo e não o fiz absolutamente de maneira nenhuma, porque gosto tanto de tocar em conjunto que me enchi de grupos e acompanhamentos. Era o que me apetecia, pareceu-me, parece-me, mas o tempo é limitado e, ao fim e ao cabo, não tive tempo para fazer o que realmente queria, porque não dei a essa vontade a prioridade que lhe era devida! As opções que tinham objectivos a curto prazo foram ficando sempre à frente no meu estudo diário.
O que eu realmente quero é tocar melhor, quero mais isso que o capricho de ver mais episódios de CSI ou seja lá o que for que esteja a dar na TV. Ao fim de algum tempo deixando que os caprichos reinem, vemos que passámos meses sem fazer o que queríamos. Pouca gente faz "o que quer" duma forma constante, diária. É o que tenho visto. Poucos se lembram de ser espertos 24/7.
Desta vez vou ignorar os "pssst pssst"s tentadores que o Dostoievsky me manda ali da mesa. Vou estudar o pequeno bocadinho de tempo que ainda me resta antes de sair para trabalhar. :-) Um bom dia para vocês!
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