sábado, 26 de setembro de 2009

“E, com efeito, como em todos os outros planetas, no planeta do principezinho havia ervas boas e ervas daninhas, e, logo, sementes boas de ervas boas e sementes daninhas de ervas daninhas. Mas as sementes são invisíveis. Dormem no segredo da terra até que a uma lhe dê para acordar… Então, espreguiça-se e começa por lançar timidamente um rebentozinho inofensivo e encantador em direcção ao Sol. Se é um rebento de rabanete ou de roseira pode-se deixá-lo crescer à vontade. Mas mal se aperceba que é de uma planta daninha, há que arrancá-lo imediatamente. Ora no planeta do principezinho havia sementes terríveis… eram as sementes de embondeiro. O solo do planeta estava infestado delas. Se só se reparar num embondeiro quando ele já for bastante grande, nunca mais ninguém se vê livre dele. Atravanca o planeta todo. Esburaca-o com as suas raízes. E se o planeta for mesmo muito pequenino e os embondeiros forem muitos, com certeza que rebentam com ele. ”

Antoine de Saint-Exupéry,
in O Principezinho

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