quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
listen more to others (others' music, words or wtv)
Birthday boy Jimi Hendricks said, "Knowledge speaks, but wisdom listens." We think listening to Jimi's music makes us all wiser.
by Sheet Music Plus
by Sheet Music Plus
terça-feira, 23 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Things to never do in your life I
Put a photo on facebook of you and your wife smashing your baby.
See example below:
http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs109.snc4/35809_114463821933229_100001088362725_82418_391190_n.jpg
See example below:
http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs109.snc4/35809_114463821933229_100001088362725_82418_391190_n.jpg
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
EMEL
Nestes dia tenho estado de estar a ouvir os anúncios comerciais da EMEL. E até que não fiquei chateado pois a campanha da marketing é forte, e tendo em conta que as pessoas estacionam os carros em qualquer sitio, o que pode criar conflitos no transito e/ou nos passeios, deduzi que criar novos estacionamentos ate pode não ser mau de todo.
Porém isto de dizerem que criaram não sei quantos mais estacionamentos é uma grande treta...Não é que eu costumava ter lugar todos os dias num estacionamento publico, onde não se pagava, em frente ao metro do Saldanha, mais propriamente em frente do McDonalds para ir pa faculdade e logo no inicio do ano lectivo reparei-me com postos de pagamentos da EMEL, onde antigamente não se pagava. Por isso acho que o slogan deveria passar a ser - Continuem a estacionar aqui para nos termos lucro e roubarmos os estacionamentos já existentes gratuitos..... -
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Beirut - Cliquot
A plague in the workhouse, a plague on the poor
Now I'll beat on my drum 'til I'm dead
Yesterday, a fever, tomorrow, St. Peter
I'll beat on my drum until then.
But what melody will lead my lover from his bed?
What melody will see him in my arms again?
Set fire to foundation and burn out the station
You'll never get nothing of mine
The pane of my window will flicker and billow
I won't leave a stitching behind
But what melody will lead my lover from his bed?
What melody will see him in my arms again?
I'll sing of the walls of the well and the house at the top of the hill
I'll sing of the bottles of wine that we left on our old windowsill
I'll sing of the years you will spend getting sadder and older
Oh love, and the cold, the oncoming cold
sábado, 2 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
"Lollipops turn into cigarettes.
The innocent ones turn into sluts.
Homework goes in the trash.
Mobile phones are being used in class.
Detention becomes suspension.
Soda becomes vodka.
Bikes become cars.
Kisses turn into sex.
Remember when getting high meant swinging on the playground?
When protection meant wearing a helmet?
When the worst things you could get from boys were cooties?
Dad’s shoulders were the highest place on earth and mum was your hero?
Your worst enemies were your siblings.
Race issues were about who ran the fastest.
War was only a card game.
And the only drug you knew was cough medicine.
When wearing a skirt didn’t make you a slut.
The most pain you felt was when you skinned your knees, and goodbyes only meant until tomorrow?
And we couldn’t wait to grow up".
The innocent ones turn into sluts.
Homework goes in the trash.
Mobile phones are being used in class.
Detention becomes suspension.
Soda becomes vodka.
Bikes become cars.
Kisses turn into sex.
Remember when getting high meant swinging on the playground?
When protection meant wearing a helmet?
When the worst things you could get from boys were cooties?
Dad’s shoulders were the highest place on earth and mum was your hero?
Your worst enemies were your siblings.
Race issues were about who ran the fastest.
War was only a card game.
And the only drug you knew was cough medicine.
When wearing a skirt didn’t make you a slut.
The most pain you felt was when you skinned your knees, and goodbyes only meant until tomorrow?
And we couldn’t wait to grow up".
terça-feira, 6 de julho de 2010
What would (...) do?
So, so you think you can tell Heaven from Hell,
(...)
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
Pink Floyd, Wish You Were Here
(...)
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
Pink Floyd, Wish You Were Here
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Can people change?
-Whether it's for themselves
or for the people they love.
Yeah. Yeah, 15%.
But you know what?
Sometimes
that's just enough.
Modern Family (S01E13)
or for the people they love.
Yeah. Yeah, 15%.
But you know what?
Sometimes
that's just enough.
Modern Family (S01E13)
terça-feira, 22 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Hoje a minha questão é:
Porquê que, falando apenas de pessoas ambiciosas, se estuda menos quando não há objectivos definidos a curto prazo?
Hoje deixei-me dormir, já é a 3ª vez esta semana desde que decidi adiar o meu exame de piano. Tenho vontade de estudar, mas deixo-me descansar em demasia. Nas férias do Verão estudo sempre muito menos, embora tenha muita vontade. O pensamento "mais tarde" reina em conjunto com os caprichos do dia-a-dia.
Lembro-me de ter lido em Ética Para Um Jovem: "Faz o que quiseres", isto querendo dizer que deveríamos fazer escolhas inteligentes. Na altura teve um forte impacto e mudei, mas parece que me esqueci de pensar e voltei ao mesmo.
Este ano lectivo queria desenvolver-me a solo e não o fiz absolutamente de maneira nenhuma, porque gosto tanto de tocar em conjunto que me enchi de grupos e acompanhamentos. Era o que me apetecia, pareceu-me, parece-me, mas o tempo é limitado e, ao fim e ao cabo, não tive tempo para fazer o que realmente queria, porque não dei a essa vontade a prioridade que lhe era devida! As opções que tinham objectivos a curto prazo foram ficando sempre à frente no meu estudo diário.
O que eu realmente quero é tocar melhor, quero mais isso que o capricho de ver mais episódios de CSI ou seja lá o que for que esteja a dar na TV. Ao fim de algum tempo deixando que os caprichos reinem, vemos que passámos meses sem fazer o que queríamos. Pouca gente faz "o que quer" duma forma constante, diária. É o que tenho visto. Poucos se lembram de ser espertos 24/7.
Desta vez vou ignorar os "pssst pssst"s tentadores que o Dostoievsky me manda ali da mesa. Vou estudar o pequeno bocadinho de tempo que ainda me resta antes de sair para trabalhar. :-) Um bom dia para vocês!
Porquê que, falando apenas de pessoas ambiciosas, se estuda menos quando não há objectivos definidos a curto prazo?
Hoje deixei-me dormir, já é a 3ª vez esta semana desde que decidi adiar o meu exame de piano. Tenho vontade de estudar, mas deixo-me descansar em demasia. Nas férias do Verão estudo sempre muito menos, embora tenha muita vontade. O pensamento "mais tarde" reina em conjunto com os caprichos do dia-a-dia.
Lembro-me de ter lido em Ética Para Um Jovem: "Faz o que quiseres", isto querendo dizer que deveríamos fazer escolhas inteligentes. Na altura teve um forte impacto e mudei, mas parece que me esqueci de pensar e voltei ao mesmo.
Este ano lectivo queria desenvolver-me a solo e não o fiz absolutamente de maneira nenhuma, porque gosto tanto de tocar em conjunto que me enchi de grupos e acompanhamentos. Era o que me apetecia, pareceu-me, parece-me, mas o tempo é limitado e, ao fim e ao cabo, não tive tempo para fazer o que realmente queria, porque não dei a essa vontade a prioridade que lhe era devida! As opções que tinham objectivos a curto prazo foram ficando sempre à frente no meu estudo diário.
O que eu realmente quero é tocar melhor, quero mais isso que o capricho de ver mais episódios de CSI ou seja lá o que for que esteja a dar na TV. Ao fim de algum tempo deixando que os caprichos reinem, vemos que passámos meses sem fazer o que queríamos. Pouca gente faz "o que quer" duma forma constante, diária. É o que tenho visto. Poucos se lembram de ser espertos 24/7.
Desta vez vou ignorar os "pssst pssst"s tentadores que o Dostoievsky me manda ali da mesa. Vou estudar o pequeno bocadinho de tempo que ainda me resta antes de sair para trabalhar. :-) Um bom dia para vocês!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Balada duma heroína
Vais morrer com a saia rota,
sem flores nos cabelos...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos da terra
hão-de florescê-los ?
Vais morrer de blusa no fio,
sem laços nas tranças ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos do frio
penteiam as crianças ?
Vais morrer espantada na rua,
sem fitas nos caracóis ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos da lua
enfeitam os heróis ?
Vais morrer a cantar numa esquina,
de sapatos velhos ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
continuarás a ser a menina
que nunca teve espelhos ?
Vais morrer com olhos de águia presa
e meias de algodão ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
a tua beleza
não caberá num caixão?
E há-de rasgar a terra
e romper o chão
como uma primavera
de lágrimas acesa
que os homens atiram, em vão,
para a natureza.
sem flores nos cabelos...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos da terra
hão-de florescê-los ?
Vais morrer de blusa no fio,
sem laços nas tranças ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos do frio
penteiam as crianças ?
Vais morrer espantada na rua,
sem fitas nos caracóis ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
até as mãos da lua
enfeitam os heróis ?
Vais morrer a cantar numa esquina,
de sapatos velhos ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
continuarás a ser a menina
que nunca teve espelhos ?
Vais morrer com olhos de águia presa
e meias de algodão ...
-Mas isso que importa
se depois de morta
a tua beleza
não caberá num caixão?
E há-de rasgar a terra
e romper o chão
como uma primavera
de lágrimas acesa
que os homens atiram, em vão,
para a natureza.
Lisboa, 1953
José Gomes Ferreira
domingo, 16 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
"You may not be her first, her last, or her only. She loved before she may love again. But if she loves you now, what else matters? She’s not perfect - you aren’t either, and the two of you may never be perfect together but if she can make you laugh, cause you to think twice, and admit to being human and making mistakes, hold onto her and give her the most you can. She may not be thinking about you every second of the day, but she will give you a part of her that she knows you can break - her heart. So don’t hurt her, don’t change her, don’t analyze and don’t expect more than she can give. Smile when she makes you happy, let her know when she makes you mad, and miss her when she’s not there."
Bob Marley
Bob Marley
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
"O Homem é a medida de todas as coisas."
Somos homens, logo somos a medida de tudo o que absorvemos e fazemos. A nossa compreensão do mundo é limitada pelo nosso entendimento e não podemos fazer mais do que a nossa condição nos permite. Por isso, por exemplo, nunca conheceremos Deus, porque é maior que nós. Podemos escolher acreditar que existe, ver sinais dele, mas não a ele. Vemos apenas o menor que nós e não fazemos maior que nós.
Temos 5 sentidos e uma razão. Tudo o que for possivelmente existente e apenas compreensível com outro sentido que não tenhamos, ou com uma capacidade intelectual superior à nossa, está fora do nosso alcance.
Somos homens, logo somos a medida de tudo o que absorvemos e fazemos. A nossa compreensão do mundo é limitada pelo nosso entendimento e não podemos fazer mais do que a nossa condição nos permite. Por isso, por exemplo, nunca conheceremos Deus, porque é maior que nós. Podemos escolher acreditar que existe, ver sinais dele, mas não a ele. Vemos apenas o menor que nós e não fazemos maior que nós.
Temos 5 sentidos e uma razão. Tudo o que for possivelmente existente e apenas compreensível com outro sentido que não tenhamos, ou com uma capacidade intelectual superior à nossa, está fora do nosso alcance.
sábado, 8 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Life is like a box of crayons. Most people are the 8-color boxes, but what you're really looking for are the 64-color boxes with the sharpeners on the back. I fancy myself to be a 64-color box, though I've got a few missing. It's ok though, because I've got some more vibrant colors like periwinkle at my disposal.(...) Does anyone else have that problem? I mean there are so many different colors of life, of feeling, of articulation.. (...)
John Mayer
John Mayer
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Para amarmos alguém temos de considerar essa pessoa melhor que nós nalgum aspecto? Se em nada nos fascinar, não a amaremos?
«Quando olhamos para o ser amado (um anjo) e, não sendo o nosso amor correspondido, imaginamos o prazer que estar no céu na sua companhia pode trazer-nos, tendemos a ignorar um risco importante, os atractivos dessa pessoa podem esmorecer se ela decidir amar-nos. Apaixonamo-nos porque desejamos fugir de nós próprios com uma criatura tão bela, inteligente e divertida quanto somos feios, estúpidos e chatos. Mas que sentir quando um ser de tão rara perfeição um dia decide realmente retribuir o nosso amor? Só podemos ficar chocados – como é possível uma pessoa que parecia tão maravilhosa ter o mau gosto de apreciar alguém como nós? Se, para amarmos, precisamos de acreditar que o ser amado nos ultrapassa de algum modo, não constituirá a retribuição desse amor um cruel paradoxo? Apetece perguntar: “Se ela/ele é assim tão maravilhosa/o, como pode gostar de mim?”»
Kish: É realmente um paradoxo.
Lena: Apenas se assumirmos que somos inferiores.
Primeiro, não acho que as pessoas sejam mais ou menos umas que as outras, mas sim que têm coisas melhores e piores em comparação.
Talvez para amar alguém, esse alguém nos capte a atenção pelo bem que nos faz e nos fascine com qualidades que não temos e aspectos que gostaríamos de melhorar em nós mesmos.
Eu, no lugar do autor, talvez me limitasse a falar de “fascínio” ou “atracção”, não usasse o termo “amor”, pois há vários tipos de amor e embora seja claro que o autor se refere ao amor entre casais é muito arrojado tentar dar uma explicação simples para algo tão complexo. E não é só do termo que discordo. Faz-me confusão que se tenha esquecido que, lá está, não somos mais nem menos que outros, só diferentes, e temos coisas muito boas para equilibrar as que nos faltam.
Kish: De acordo com o autor, se ambos assumirmos que somos bons, então como amamos? O que amamos?
Lena: Não faz sentido que se meça as pessoas numa escala geral. Se assim fosse e só amássemos alguém que achássemos superior a nós, então uma relação nunca resultaria para ambos os lados. Teríamos de ser pessoas iguais nas coisas boas para não nos amarmos mutuamente. Isso não existe, penso eu. E seríamos também iguais nos defeitos? Então não nos suportaríamos.
Kish: Podem ambos ser bons em coisas diferentes.
Amamos talvez por essa pessoa ter pontos que nos fascinam porque não os temos. Ela amar-nos de volta só será um paradoxo se assumirmos que não somos bons também noutras coisas - logo inferiores - logo não merecedores. Eu percebo que as pessoas sintam o que o autor escreveu, quando não são seguras de si ou têm dificuldade em ver claramente a sua pessoa e as suas qualidades, mas é algo turvo e pouco racional, pouco frio, pouco certo. Tem falhas lógicas óbvias.
Kish: Como é que alguém pode re-equilibrar a sua perspectiva? Reconsiderando as qualidades do outro ou valorizando-se mais?
Lena: Cada caso é um caso, mas penso que as qualidades da outra pessoa estão lá e não há muito a pensar sobre isso. Valorizando-se mais parece-me uma atitude saudável. Descobrir coisas menos boas na outra pessoa fá-la-á não continuar a divinizá-la. É difícil, se estiver com alguém extraordinário, mas ninguém é perfeito.
Eu acho que quando amamos uma pessoa e queremos o melhor para ela vamos ser o melhor de nós com ela, esperando que isso chegue para ela ser feliz.
Kish: Alguém que pense como o autor escreveu, pensa também ao contrário? “com isto e aquilo de mau que esta pessoa tem, estaria melhor com alguém que fosse mais assim ou assado”?
Lena: Realmente a outra pessoa não é perfeita e pensar assim seria igualmente válido. Se estamos bem com os defeitos do outro, não pensamos ao contrário. Se ele/a não se mostra infeliz, então deveríamos parar de pensar tanto no bem estar do próximo. Insegurança e pouca simplicidade não costumam trazer bons frutos.
Conclusão:
Todos temos altos e baixos. Assumirmos que a régua é feita no geral e que portanto somos inferiores é partir de falsas premissas e chegar a falsas conclusões.
Algo que escrevi há algum tempo, de certa forma relacionado com este tema, mas não só. http://dacasota.blogspot.com/2010/04/flutuar_02.html
«Quando olhamos para o ser amado (um anjo) e, não sendo o nosso amor correspondido, imaginamos o prazer que estar no céu na sua companhia pode trazer-nos, tendemos a ignorar um risco importante, os atractivos dessa pessoa podem esmorecer se ela decidir amar-nos. Apaixonamo-nos porque desejamos fugir de nós próprios com uma criatura tão bela, inteligente e divertida quanto somos feios, estúpidos e chatos. Mas que sentir quando um ser de tão rara perfeição um dia decide realmente retribuir o nosso amor? Só podemos ficar chocados – como é possível uma pessoa que parecia tão maravilhosa ter o mau gosto de apreciar alguém como nós? Se, para amarmos, precisamos de acreditar que o ser amado nos ultrapassa de algum modo, não constituirá a retribuição desse amor um cruel paradoxo? Apetece perguntar: “Se ela/ele é assim tão maravilhosa/o, como pode gostar de mim?”»
Capítulo 6 de Ensaios Sobre o Amor, Alain de Botton
Kish: É realmente um paradoxo.
Lena: Apenas se assumirmos que somos inferiores.
Primeiro, não acho que as pessoas sejam mais ou menos umas que as outras, mas sim que têm coisas melhores e piores em comparação.
Talvez para amar alguém, esse alguém nos capte a atenção pelo bem que nos faz e nos fascine com qualidades que não temos e aspectos que gostaríamos de melhorar em nós mesmos.
Eu, no lugar do autor, talvez me limitasse a falar de “fascínio” ou “atracção”, não usasse o termo “amor”, pois há vários tipos de amor e embora seja claro que o autor se refere ao amor entre casais é muito arrojado tentar dar uma explicação simples para algo tão complexo. E não é só do termo que discordo. Faz-me confusão que se tenha esquecido que, lá está, não somos mais nem menos que outros, só diferentes, e temos coisas muito boas para equilibrar as que nos faltam.
Kish: De acordo com o autor, se ambos assumirmos que somos bons, então como amamos? O que amamos?
Lena: Não faz sentido que se meça as pessoas numa escala geral. Se assim fosse e só amássemos alguém que achássemos superior a nós, então uma relação nunca resultaria para ambos os lados. Teríamos de ser pessoas iguais nas coisas boas para não nos amarmos mutuamente. Isso não existe, penso eu. E seríamos também iguais nos defeitos? Então não nos suportaríamos.
Kish: Podem ambos ser bons em coisas diferentes.
Amamos talvez por essa pessoa ter pontos que nos fascinam porque não os temos. Ela amar-nos de volta só será um paradoxo se assumirmos que não somos bons também noutras coisas - logo inferiores - logo não merecedores. Eu percebo que as pessoas sintam o que o autor escreveu, quando não são seguras de si ou têm dificuldade em ver claramente a sua pessoa e as suas qualidades, mas é algo turvo e pouco racional, pouco frio, pouco certo. Tem falhas lógicas óbvias.
Kish: Como é que alguém pode re-equilibrar a sua perspectiva? Reconsiderando as qualidades do outro ou valorizando-se mais?
Lena: Cada caso é um caso, mas penso que as qualidades da outra pessoa estão lá e não há muito a pensar sobre isso. Valorizando-se mais parece-me uma atitude saudável. Descobrir coisas menos boas na outra pessoa fá-la-á não continuar a divinizá-la. É difícil, se estiver com alguém extraordinário, mas ninguém é perfeito.
Eu acho que quando amamos uma pessoa e queremos o melhor para ela vamos ser o melhor de nós com ela, esperando que isso chegue para ela ser feliz.
Kish: Alguém que pense como o autor escreveu, pensa também ao contrário? “com isto e aquilo de mau que esta pessoa tem, estaria melhor com alguém que fosse mais assim ou assado”?
Lena: Realmente a outra pessoa não é perfeita e pensar assim seria igualmente válido. Se estamos bem com os defeitos do outro, não pensamos ao contrário. Se ele/a não se mostra infeliz, então deveríamos parar de pensar tanto no bem estar do próximo. Insegurança e pouca simplicidade não costumam trazer bons frutos.
Conclusão:
Todos temos altos e baixos. Assumirmos que a régua é feita no geral e que portanto somos inferiores é partir de falsas premissas e chegar a falsas conclusões.
Algo que escrevi há algum tempo, de certa forma relacionado com este tema, mas não só. http://dacasota.blogspot.com/2010/04/flutuar_02.html
sábado, 1 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Isto
Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está em pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
de Fernando Pessoa
Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está em pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
de Fernando Pessoa
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Estudantes ou Marceneiros?
Como hj nao fui a faculdade outra vez, e nao me apetece estudar Fundamentos de Electronica ( tnh teste amnha), vou escrever um bcd aqui (*facepalm).
Nestes 2 anos de faculdade, o que realmente aprendi? O que eu sei é que o problema nao e unico acontece-nos a todos os estudantes, vamos para as aulas aprendemos alguma coisa, e esquecemos , temos testes voltamos a estudar e qd acaba o Exame/teste , voltamos a esquecer. Portanto o que eu descobri é que nós nao somos estudantes , mas sim marceineiros, no nosso caso especialistas a fazer cadeiras. Muitos sao aqueles que nos 1ºs anos tentam começar a fazer cadeiras, comecando pelas pernas, outros pela base, o que faz a diferenca ao sermos bons ou maus alunos, apos este periodo estando as cadeiras feitas ( ou nao), segue a construcao de mais cadeiras, supostamente mais complexas e mais confortaveis, uns como construiram mal as 1ºs cadeiras tentar seguir a mm ordem, e ficam para tras, etc etc....
E porque estou eu com esta conversa toda sobre cadeiras? Porque acho que a culpa nao é so nossa, mas sim dos mentores, que muitas vezes nao nos ensinam aquilo que realmente precisamos de saber, mas andam a volta no assunto, e acham que a solucao e praticar mais .... ( ou seja fazer o mm tipo de cadeiras da mesma maneira que é feita ao longo dos anos, fazendo nos especialistas a fazer sempre a mm coisa!!)
Portanto o que eu digo é:
Tou farto de fazer Cadeiras, o que eu quero mm é perceber é o que estou a aprender! ...
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Carta para meu filho Madyo Dawany
Hoje cheguei e não havia o teu sorriso reconfortando-me. Fiquei triste e sem coragem como se fosse do teu tamanho, assim pequenino. Não é possível tu estares comigo e isso rouba-me o coração.
Este desejo de te querer junto a mim é um desejo egoísta, eu sei. Quero isso mais por mim que por ti. Quando te escrevo é mais para mim do que para ti.
Faço-te esta confissão de egoísmo para que saibas, meu filho, que te amo de todas as maneiras que sei amar. E mesmo assim sinto que não sei amar, que me falta estar vivo. Saberás do que falo quando desvendares alguns mistérios do mundo. Assim crescerás à medida do teu sonho.
Quero que respeites esta insuficiente maneira de amar dos homens do meu tempo. E que ames tudo aquilo que os homens antes de ti construíram por amor a outros homens, mesmo que o tenham feito incompletamente. E que recordes que por trás de cada coisa transformada há sempre uma gota de sangue: tudo resulta da luta, mesmo que essa luta tenha sido apenas interior e aparente.
Sentirei que a minha vida se desdobra como a onda que mesmo desfeita se renova. Sentir-me-ei como a onda que sabe que depois de desfeita se prolongará no eterno movimento dos homens lutando e construindo por amor aos outros que nem sequer conhecem.
Mia Couto,
in Raiz de Orvalho e Outros Poemas
Hoje cheguei e não havia o teu sorriso reconfortando-me. Fiquei triste e sem coragem como se fosse do teu tamanho, assim pequenino. Não é possível tu estares comigo e isso rouba-me o coração.
Este desejo de te querer junto a mim é um desejo egoísta, eu sei. Quero isso mais por mim que por ti. Quando te escrevo é mais para mim do que para ti.
Faço-te esta confissão de egoísmo para que saibas, meu filho, que te amo de todas as maneiras que sei amar. E mesmo assim sinto que não sei amar, que me falta estar vivo. Saberás do que falo quando desvendares alguns mistérios do mundo. Assim crescerás à medida do teu sonho.
Quero que respeites esta insuficiente maneira de amar dos homens do meu tempo. E que ames tudo aquilo que os homens antes de ti construíram por amor a outros homens, mesmo que o tenham feito incompletamente. E que recordes que por trás de cada coisa transformada há sempre uma gota de sangue: tudo resulta da luta, mesmo que essa luta tenha sido apenas interior e aparente.
Sentirei que a minha vida se desdobra como a onda que mesmo desfeita se renova. Sentir-me-ei como a onda que sabe que depois de desfeita se prolongará no eterno movimento dos homens lutando e construindo por amor aos outros que nem sequer conhecem.
Mia Couto,
in Raiz de Orvalho e Outros Poemas
sexta-feira, 16 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
However unwillingly a person who has a strong opinion may admit the possibility that his opinion may be false, he ought to be moved by the consideration that, however true it may be, if it is not fully, frequently, and fearlessly discussed, it will be held as a dead dogma, not a living truth.
John Stuart Mill,
in On Liberty
John Stuart Mill,
in On Liberty
sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Nunca Mais...?
Isto é um bocado de uma noticia do telejornal da TVI, achei engrançado este video porque em vez de ser a miuda mais a velha a reagir mal é a mais nova xD. E claro para me mostrar contra esta Obsessão, pois uma coisa é gostar da música e da banda, outra coisa é fazer estas palhaçadas. ( Se poderem vejam a noticia toda é de morrer a rir com o absurdo, parece mm um sketch de um programa comédia!!)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Mandar é pior que Fazer?
Não querendo muito pensar neste assunto fez-se uma pergunta que por si so pode ser parva, mas que aconteceu:
- O que é pior em termos éticos, dar uma ordem para matar, ou o proprio acto de matar?
domingo, 4 de abril de 2010
Por Vezes é preciso ter Azar para ter Sorte.....
Gust Avrakotos: There's a little boy and on his 14th birthday he gets a horse... and everybody in the village says, "how wonderful. The boy got a horse" And the Zen master says, "we'll see." Two years later, the boy falls off the horse, breaks his leg, and everyone in the village says, "How terrible." And the Zen master says, "We'll see." Then, a war breaks out and all the young men have to go off and fight... except the boy can't cause his legs all messed up. and everybody in the village says, "How wonderful."
Charlie Wilson: Now the Zen master says, "We'll see."
Charlie Wilson: Now the Zen master says, "We'll see."
Memorable quote for
Charlie Wilson's War (2007) Movie
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Wow! signal
hoje li isto: http://en.wikipedia.org/wiki/Wow!_signal , e sem me meter na conversa de haver ets, ou nao la fora, nao pude deixar de pensar na ironia da mensagem codificada, supostamente enviado em 1977 e ja estou a imaginar a conversa entre as pessoas que receberam a mensagem na altura:
- Wow! signal -
- Wow! Really ? what is the message?-
- Wow!
- Wow! signal -
- Wow! Really ? what is the message?-
- Wow!
Top Ten Excuses for Not Doing Math Homework
1. I accidentally divided by zero and my paper burst into flames.
2. It's Isaac Newton's birthday.
3. I could only get arbitrarily close to my textbook. I couldn't actually reach it.
4. I have the proof, but there isn't room to write it in this margin.
5. I was watching the World Series and got tied up trying to prove that it converged.
6. I have a solar powered calculator and it was cloudy.
7. I locked the paper in my trunk but a four-dimensional dog got in and ate it.
8. I couldn't figure out whether i am the square of negative one or i is the square root of negative one.
9. I took time out to snack on a doughnut and a cup of coffee. I spent the rest of the night trying to figure which one to dunk.
10. I could have sworn I put the homework inside a Klein bottle, but this morning I couldn't find it.
1. I accidentally divided by zero and my paper burst into flames.
2. It's Isaac Newton's birthday.
3. I could only get arbitrarily close to my textbook. I couldn't actually reach it.
4. I have the proof, but there isn't room to write it in this margin.
5. I was watching the World Series and got tied up trying to prove that it converged.
6. I have a solar powered calculator and it was cloudy.
7. I locked the paper in my trunk but a four-dimensional dog got in and ate it.
8. I couldn't figure out whether i am the square of negative one or i is the square root of negative one.
9. I took time out to snack on a doughnut and a cup of coffee. I spent the rest of the night trying to figure which one to dunk.
10. I could have sworn I put the homework inside a Klein bottle, but this morning I couldn't find it.
quarta-feira, 24 de março de 2010
"Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."
Miguel Torga,
in Sísifo
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."
Miguel Torga,
in Sísifo
«Old glasses clinking and a new board is blinking
and I -
I should be floating but I'm weighted by thinking
That I got on the river
Really can't make it change
And the sky got filled up too fast
and the taxi man's saying, "You betta
give him your money;
stop daydreaming, dude!"
When the point of horizon is hiding from you
What would you want? sky?»
and I -
I should be floating but I'm weighted by thinking
That I got on the river
Really can't make it change
And the sky got filled up too fast
and the taxi man's saying, "You betta
give him your money;
stop daydreaming, dude!"
When the point of horizon is hiding from you
What would you want? sky?»
terça-feira, 23 de março de 2010
“Os homens, na ânsia da eternidade individual, procuram formas de se rever na espécie, cuja duração lhes parece eterna, e adoptam comportamentos colectivos, como se a espécie fosse um único organismo vivo.”
“A História da Humanidade é uma história de luta contra o tempo, em que certos grupos procuram apropriar-se do tempo que pertence a outros que dele ficam privados.”
Henrique Sousa,
in O Implacável Tempo
“A História da Humanidade é uma história de luta contra o tempo, em que certos grupos procuram apropriar-se do tempo que pertence a outros que dele ficam privados.”
Henrique Sousa,
in O Implacável Tempo
“As religiões, todas elas, por mais voltas que lhes dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte, precisam dela como do pão para a boca. (...) Tem razão, senhor filósofo, é para isso mesmo que nós existimos, para que as pessoas levem toda a vida com o medo pendurado ao pescoço e, chegada a sua hora, acolham a morte como uma libertação, O paraíso, Paraíso ou inferno, ou coisa nenhuma, o que se passe depois da morte importa-nos muito menos que o que geralmente se crê, a religião, senhor filósofo, é um assunto da terra, não tem nada que ver com o céu, Não foi o que nos habituaram a ouvir, Algo teríamos que dizer para tornar atractiva a mercadoria, Isso quer dizer que em realidade não acreditam na vida eterna, Fazemos de conta.”
José Saramago,
in As Intermitências da Morte
José Saramago,
in As Intermitências da Morte
sábado, 20 de março de 2010
O RAMO ROUBADO
De noite iremos
roubar
um ramo florido.
Saltaremos o muro,
nas trevas do jardim alheio,
duas sombras na sombra.
Ainda não passou o inverno,
e a macieira aparece
subitamente transformada
em cascata de perfumadas estrelas.
De noite saltaremos
até ao seu trémulo firmamento,
e as tuas pequenas mãos e as minhas
roubarão as estrelas.
E em segredo,
na nossa casa,
na noite e na sombra,
entrará com os teus passos
o silencioso passo do perfume
e com pés siderais
o corpo claro da primavera.
Pablo Neruda,
in Poemas de Amor, tradução de Nuno Júdice, Dom Quixote, 2010
De noite iremos
roubar
um ramo florido.
Saltaremos o muro,
nas trevas do jardim alheio,
duas sombras na sombra.
Ainda não passou o inverno,
e a macieira aparece
subitamente transformada
em cascata de perfumadas estrelas.
De noite saltaremos
até ao seu trémulo firmamento,
e as tuas pequenas mãos e as minhas
roubarão as estrelas.
E em segredo,
na nossa casa,
na noite e na sombra,
entrará com os teus passos
o silencioso passo do perfume
e com pés siderais
o corpo claro da primavera.
Pablo Neruda,
in Poemas de Amor, tradução de Nuno Júdice, Dom Quixote, 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
"If they ever tell my story let them say that I walked with giants. Men rise and fall like the winter wheat, but these names will never die."
"I'll tell you a secret. Something they don't teach you in your temple. The Gods envy us. They envy us because we're mortal, because any moment might be our last. Everything is more beautiful because we're doomed. You will never be lovelier than you are now. We will never be here again."
"Let no man forget how menacing we are, we are lions! Do you know what's waiting beyond that beach? Immortality! Take it! It's yours!"
Troy, 2004
"I'll tell you a secret. Something they don't teach you in your temple. The Gods envy us. They envy us because we're mortal, because any moment might be our last. Everything is more beautiful because we're doomed. You will never be lovelier than you are now. We will never be here again."
"Let no man forget how menacing we are, we are lions! Do you know what's waiting beyond that beach? Immortality! Take it! It's yours!"
Troy, 2004
quinta-feira, 11 de março de 2010
Um poema que me acompanhou durante muito tempo:
Vem sentar-te comigo, Lídia...
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
"Odes" de Ricardo Reis
Vem sentar-te comigo, Lídia...
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
"Odes" de Ricardo Reis
quarta-feira, 10 de março de 2010
Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes
Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?
Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.
Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.
Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.
Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.
Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,
Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",
Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Querem uma Luz Melhor que a do Sol!
AH! QUEREM uma luz melhor que a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais flores que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
domingo, 7 de março de 2010
- se o woody allen me convidar para uma saida esquece lá isso
- lol!
faz-me um favor
espera que te convidem, não convides ninguém
assim a probabilidade é mais justa
para o meu lado
LOL
-lolol
epa too late
ja mandei um mail ao woody
entao
nao ha comentarios
- assinaste como? axy?
assim ele viria, implorar que o fizesses em bocadinhos
"oh axy, i finnaly found my better half!"
"oh woody, i love you too" zááás
- lol!
faz-me um favor
espera que te convidem, não convides ninguém
assim a probabilidade é mais justa
para o meu lado
LOL
-lolol
epa too late
ja mandei um mail ao woody
entao
nao ha comentarios
- assinaste como? axy?
assim ele viria, implorar que o fizesses em bocadinhos
"oh axy, i finnaly found my better half!"
"oh woody, i love you too" zááás
sábado, 6 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
terça-feira, 2 de março de 2010
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
segunda-feira, 1 de março de 2010
Os segundos do passado são incontáveis, as situações são inúmeras. No entanto, na nossa memória fica um punhado de momentos que nos marcaram e esta noite é um deles. As conclusões a que cheguei são tremendamente importantes, mas, mais do que isso, a tua "compaínha" é deliciosa. Mais do que isso, mais do que qualquer adjectivo que procure.
T
U
T
U
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Penny: I'm a Sagittarius which probably tells you way more than you need to know...
Sheldon: Yes... it tells us that you participate in the mass cultural delusion that the sun's apparent position relevant to arbitrarily defined constellations at the time of your birth somehow affects your personality.
Penny: Participate in the what?
Sheldon: Yes... it tells us that you participate in the mass cultural delusion that the sun's apparent position relevant to arbitrarily defined constellations at the time of your birth somehow affects your personality.
Penny: Participate in the what?
"Quando as impiedosas picadas da vida intentam em afrontar o que és, ainda assim não deixes de ser o que és.
Continua a oferecer o teu melhor.
Não contraries a tua natureza benigna ainda que sejas violentamente ferido dentro de ti mesmo, porque na tua simplicidade apenas tentavas ajudar.
Continua a oferecer o teu melhor.
Não te curves perante as circunstâncias, sê apenas mais cuidadoso. Aprende a ser prudente como a serpente, mas mantém a simplicidade das pombas, pois os tesouros que tens guardados dentro de ti são a tua essência, e essa jamais alguém a poderá roubar. Sara as feridas e não mudes o que de melhor há em ti, porque é isso que te faz diferente e único neste Mundo e tu és precioso demais.
Continua a oferecer o teu melhor. Porque não basta acreditar. É preciso agir! E a raiz do futuro está dentro de ti; todas as escolhas estão sempre nas tuas mãos."
Belmira Antunes Branco
Continua a oferecer o teu melhor.
Não contraries a tua natureza benigna ainda que sejas violentamente ferido dentro de ti mesmo, porque na tua simplicidade apenas tentavas ajudar.
Continua a oferecer o teu melhor.
Não te curves perante as circunstâncias, sê apenas mais cuidadoso. Aprende a ser prudente como a serpente, mas mantém a simplicidade das pombas, pois os tesouros que tens guardados dentro de ti são a tua essência, e essa jamais alguém a poderá roubar. Sara as feridas e não mudes o que de melhor há em ti, porque é isso que te faz diferente e único neste Mundo e tu és precioso demais.
Continua a oferecer o teu melhor. Porque não basta acreditar. É preciso agir! E a raiz do futuro está dentro de ti; todas as escolhas estão sempre nas tuas mãos."
Belmira Antunes Branco
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Ética Para Um Jovem
«Tem confiança em ti próprio. Na inteligência que te permitirá ser melhor do que já és e no instinto do teu amor que te fará merecer boa companhia.»
«Sabermos o que nos convém, quer dizer, distinguir entre o bom e o mau, é um conhecimento que todos tentamos adquirir - todos sem excepção - pelos resultados que nos traz.»
«Sabermos o que nos convém, quer dizer, distinguir entre o bom e o mau, é um conhecimento que todos tentamos adquirir - todos sem excepção - pelos resultados que nos traz.»
in Ética Para Um Jovem, Fernando Savater
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Miau!
Um sádico, um masoquista, um assassino, um necrófilo, um zoófilo e um pirómano estão sentados num banco de jardim, sem saber como ocupar o tempo.
Diz o zoófilo: "Vamos pegar um gato!"
Diz o sádico: "Vamos pegar um gato e torturá-lo!"
Diz o assassino: "Vamos pegar um gato, torturá-lo e matá-lo!"
Diz o necrófilo: "Vamos pegar um gato, torturá-lo, matá-lo e violá-lo!"
Diz o pirómano: "Vamos pegar um gato, torturá-lo, matá-lo, violá-lo e atear-lhe fogo!"
Diz o masoquista: "Miau!"
Diz o zoófilo: "Vamos pegar um gato!"
Diz o sádico: "Vamos pegar um gato e torturá-lo!"
Diz o assassino: "Vamos pegar um gato, torturá-lo e matá-lo!"
Diz o necrófilo: "Vamos pegar um gato, torturá-lo, matá-lo e violá-lo!"
Diz o pirómano: "Vamos pegar um gato, torturá-lo, matá-lo, violá-lo e atear-lhe fogo!"
Diz o masoquista: "Miau!"
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"Não há mal nenhum em querer procurar o mundo à nossa medida e em desejar obter muito ISTO e não AQUILO. Faz tudo parte do processo de busca da felicidade.
O problema é quando a nossa vida é um misto de procura incessante de felicidade e de descrença. Lidar com este antagonismo gera um grande desassossego.
O que quero dizer é que às vezes projectamos as nossas idealizações em alguém que bateu numa tecla porreira, mas a dado momento a pessoa começa a tocar a sua própria melodia e nós, baseados no direito pessoal de obtenção de felicidade, queremo-la deter para que toque a nossa música. Esta incessante busca gera um acorde desafinado, porque uma coisa é a legítima demanda do mundo à nossa medida, outra diferente é a tirana aspiração de colocar pessoas projectadas no mundo à nossa medida, mesmo quando elas não encaixam nele naturalmente.
Um outro problema é quando rejeitamos a felicidade, isto é, quando nos impedimos de ser felizes, porque por e simplesmente não acreditarmos que vai durar e toda a nossa acção é orientada para a destruição dessa felicidade."
(Ana, mais uma vez, agradeço-te por tudo o me ensinas)
O problema é quando a nossa vida é um misto de procura incessante de felicidade e de descrença. Lidar com este antagonismo gera um grande desassossego.
O que quero dizer é que às vezes projectamos as nossas idealizações em alguém que bateu numa tecla porreira, mas a dado momento a pessoa começa a tocar a sua própria melodia e nós, baseados no direito pessoal de obtenção de felicidade, queremo-la deter para que toque a nossa música. Esta incessante busca gera um acorde desafinado, porque uma coisa é a legítima demanda do mundo à nossa medida, outra diferente é a tirana aspiração de colocar pessoas projectadas no mundo à nossa medida, mesmo quando elas não encaixam nele naturalmente.
Um outro problema é quando rejeitamos a felicidade, isto é, quando nos impedimos de ser felizes, porque por e simplesmente não acreditarmos que vai durar e toda a nossa acção é orientada para a destruição dessa felicidade."
(Ana, mais uma vez, agradeço-te por tudo o me ensinas)
"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas do supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilhos nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás dum sonho,
Quem não se permite, Uma vez na vida,
fugir de conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte
ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço
muito maior que o Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!"
Pablo Neruda
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas do supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilhos nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás dum sonho,
Quem não se permite, Uma vez na vida,
fugir de conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte
ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço
muito maior que o Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!"
Pablo Neruda
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O regresso às aulas
Hoje foi o primeiro dia de escola de alguém. Ao boneco só falta um conjunto muito pipizinho de canetas e um par de óculos... :P
O meu primeiro sábio contributo
Kishan, o Grande, disse-me que o blog servirá para trocar sabedoria.
Assim, começo por partilhar convosco uma de várias "receitas" que encontrei após uma conversa (ou melhor, "galhofa") com alguém importante, que, tal como eu, tentou ser uma bruxa Wicca há muitos anos atrás.
Feitiço Wicca para o dinheiro
Coloca 7 peças de dinheiro, todas diferentes, num saco. Podem ser umas moedas quaisquer, uma nota de 10 euros, uma de 5 dólares (ou uma maior para melhores resultados). A seguir adiciona alguma lavanda. Leva o saco contigo para todo o lado durante 7 dias. Dependendo de como os Deuses se sentirem, o teu dinheiro deverá ser multiplicado por 7!
Não te esqueças, não abras o saco até passarem os 7 dias!
Há bruxas Wicca disponíveis para vos aconselhar à distância de um email com a vossa data de nascimento e nacionalidade. Basta pesquisar um bocadinho no fantástico google! ;-) Deparei-me com os mais variados feitiços, não só de dinheiro, como também de amor (estes são variadíssimos! - "easy love spells" "relation ending -" "need love -" "magic love -" "power love -" "stop cheating -" "gay love -" "lesbian love -" "return of lost love -" "broken heart -") e muito mais...
Eu e a minha irmã chegamos a comprar vários livros sobre Wiccan Magic, mas francamente não li mais que um par de páginas de cada um, se tanto! Se há mais que se lhe diga do que estes feitiços patetas, eu sinceramente não sei. Lembro-me muito vagamente de menções sobre o amor à Natureza, rituais, de a grande maioria dos "ingredientes" serem plantas, pedras específicas...
Mas, convenhamos, não há nada como perguntar a uma bruxa online a solução para ter melhores notas, recuperar um ex-namorado, multiplicar o nosso dinheiro... Tudo assuntos que assombrariam a mente de uma bruxa Wicca amante da Natureza, não acham?
Assim, começo por partilhar convosco uma de várias "receitas" que encontrei após uma conversa (ou melhor, "galhofa") com alguém importante, que, tal como eu, tentou ser uma bruxa Wicca há muitos anos atrás.
Feitiço Wicca para o dinheiro
Não te esqueças, não abras o saco até passarem os 7 dias!
Há bruxas Wicca disponíveis para vos aconselhar à distância de um email com a vossa data de nascimento e nacionalidade. Basta pesquisar um bocadinho no fantástico google! ;-) Deparei-me com os mais variados feitiços, não só de dinheiro, como também de amor (estes são variadíssimos! - "easy love spells" "relation ending -" "need love -" "magic love -" "power love -" "stop cheating -" "gay love -" "lesbian love -" "return of lost love -" "broken heart -") e muito mais...
Eu e a minha irmã chegamos a comprar vários livros sobre Wiccan Magic, mas francamente não li mais que um par de páginas de cada um, se tanto! Se há mais que se lhe diga do que estes feitiços patetas, eu sinceramente não sei. Lembro-me muito vagamente de menções sobre o amor à Natureza, rituais, de a grande maioria dos "ingredientes" serem plantas, pedras específicas...
Mas, convenhamos, não há nada como perguntar a uma bruxa online a solução para ter melhores notas, recuperar um ex-namorado, multiplicar o nosso dinheiro... Tudo assuntos que assombrariam a mente de uma bruxa Wicca amante da Natureza, não acham?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Danke
Obrigada por me abrires a porta. Faltou-me uma escova de dentes e um par de chinelos, mas, como se trata de ti, serei benevolente!
Achas que posso pôr um bocadinho de cor nesta casa? Vou magicar uma forma de persuasão... ;-)
Achas que posso pôr um bocadinho de cor nesta casa? Vou magicar uma forma de persuasão... ;-)
Passado, Presente, Futuro
Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.
Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.
Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Não me peçam razões
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é demais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago,
in Os Poemas Possíveis
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é demais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago,
in Os Poemas Possíveis
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade,
in Alguma Poesia
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade,
in Alguma Poesia
domingo, 24 de janeiro de 2010
Relationship is like an iceberg.
You just see what is above the sea line. The most important part is not visible.
[Or sometimes it's just a piece of ice floating, where all its particules are travelling together so that they don't drown alone and weakened whilst searching a sea where they could fit with the right particules to create an iceberg.]
You just see what is above the sea line. The most important part is not visible.
[Or sometimes it's just a piece of ice floating, where all its particules are travelling together so that they don't drown alone and weakened whilst searching a sea where they could fit with the right particules to create an iceberg.]
domingo, 17 de janeiro de 2010
Como um vidro estalado
Como um vidro estalado.
A quem me ler
Não direi, já agora, se esta imagem
Vem serena dos ramos que perderam
As folhas contra o céu, ou se mastigo
Qualquer raiva escondida.
Como doendo, ou sendo, ou mastigando,
Sejam rendas aéreas, alma ferida,
Fecho, brusco, o poema onde não digo
José Saramago,
in Provavelmente Alegria
Editoral Caminho, 1999
Como um vidro estalado.
A quem me ler
Não direi, já agora, se esta imagem
Vem serena dos ramos que perderam
As folhas contra o céu, ou se mastigo
Qualquer raiva escondida.
Como doendo, ou sendo, ou mastigando,
Sejam rendas aéreas, alma ferida,
Fecho, brusco, o poema onde não digo
José Saramago,
in Provavelmente Alegria
Editoral Caminho, 1999
If you can't explain it to a six year old, you don't understand it yourself.
Logic will get you from A to Z; imagination will get you everywhere.
I am enough of an artist to draw freely upon my imagination. Imagination is more important than knowledge. Knowledge is limited. Imagination encircles the world.
Albert Einstein
Logic will get you from A to Z; imagination will get you everywhere.
I am enough of an artist to draw freely upon my imagination. Imagination is more important than knowledge. Knowledge is limited. Imagination encircles the world.
Albert Einstein
"Por simples ignorância e equivoco, muitos homens, mesmo neste país relativamente livre, ocupam-se com preocupações artificiais e tarefas superfluamente vulgares, não chegando a colher os frutos mais saborosos da vida."
"As qualidades mais requintadas da nossa natureza (...) apenas podem ser preservadas pelo trato mais delicado."
"Nunca é tarde demais para renunciar aos nossos preconceitos. Não existe um modo de pensar ou de agir, por mais antigo que seja, que possa ser aceite cegamente. O que hoje todos repetem ou o que é transmitido em silêncio sob a forma de verdade pode revelar-se falso amanhã, mera cortina de fumo de opinião, que alguns tinham acreditado ser uma nuvem que faria cair chuva fertilizante sobre os seus campos."
"Quem saberá que perspectiva oferece a vida a outro? Poderia haver milagre maior do que podermos ver através dos olhos de outrem por instantes?"
"Ser filósofo não é somente ter pensamentos engenhosos, nem sequer fundar uma escola, mas sim amar a sabedoria ao ponto de viver, de acordo com os seus ditames, uma vida de simplicidade, independência, magnificência e confiança."
Henry David Thoreau,
in Onde Vivi e Para Que Vivi
"As qualidades mais requintadas da nossa natureza (...) apenas podem ser preservadas pelo trato mais delicado."
"Nunca é tarde demais para renunciar aos nossos preconceitos. Não existe um modo de pensar ou de agir, por mais antigo que seja, que possa ser aceite cegamente. O que hoje todos repetem ou o que é transmitido em silêncio sob a forma de verdade pode revelar-se falso amanhã, mera cortina de fumo de opinião, que alguns tinham acreditado ser uma nuvem que faria cair chuva fertilizante sobre os seus campos."
"Quem saberá que perspectiva oferece a vida a outro? Poderia haver milagre maior do que podermos ver através dos olhos de outrem por instantes?"
"Ser filósofo não é somente ter pensamentos engenhosos, nem sequer fundar uma escola, mas sim amar a sabedoria ao ponto de viver, de acordo com os seus ditames, uma vida de simplicidade, independência, magnificência e confiança."
Henry David Thoreau,
in Onde Vivi e Para Que Vivi
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
The Road Not Taken
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I--
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Robert Frost,
in Mountain Interval
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I--
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Robert Frost,
in Mountain Interval
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Boris Yellnikoff: [to audience] I happen to hate New Year's celebrations. Everybody desperate to have fun. Trying to celebrate in some pathetic little way. Celebrate what? A step closer to the grave? That's why I can't say enough times, whatever love you can get and give, whatever happiness you can filch or provide, every temporary measure of grace, whatever works. And don't kid yourself. Because its by no means up to your own human ingenuity. A bigger part of your existence is luck, than you'd like to admit. Christ, you know the odds of your fathers one sperm from the billions, finding the single egg that made you. Don't think about it, you'll have a panic attack.
Whatever Works
Whatever Works
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Vive-o intensamente até à última gota de sangue. É um instante banal, nada há nele que o distinga de mil outros instantes vividos. E no entanto ele é o único por ser irrepetível e isso o distingue de qualquer outro. Porque nunca mais ele será o mesmo nem tu que o estás vivendo. Absorve-o todo em ti, impregna-te dele e que ele não seja pois em vão no dar-se-te todo a ti. Olha o sol difícil entre as nuvens, respira à profundidade de ti, ouve o vento. Escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica.
E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és.
Vergílio Ferreira
E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és.
Vergílio Ferreira
To change an opinion
No one who, against other people's opinion, has predicted the outcome of something exactly as it then turns out, should think that those who opposed him, once they see what has happenned, will say he was right, and say he was wiser or more understanding than they were. No, they will deny the fact, or the prediction, or else they will allege that the circumstances differ somehow. Or they will find some other way to convince themselves and others that their opinion was correct, and the opposite opinion mistaken.
Giacomo Leopardi, in 'Thoughts'
No one who, against other people's opinion, has predicted the outcome of something exactly as it then turns out, should think that those who opposed him, once they see what has happenned, will say he was right, and say he was wiser or more understanding than they were. No, they will deny the fact, or the prediction, or else they will allege that the circumstances differ somehow. Or they will find some other way to convince themselves and others that their opinion was correct, and the opposite opinion mistaken.
Giacomo Leopardi, in 'Thoughts'
sábado, 2 de janeiro de 2010
"Just in terms of allocation of time resources, religion is not very efficient. There's a lot more I could be doing on a Sunday morning."
"What a queer thing is Christian salvation! Believing in firemen will not save a burning house; believing in doctors will not make one well, but believing in a savior saves men. Fudge!"
"What a queer thing is Christian salvation! Believing in firemen will not save a burning house; believing in doctors will not make one well, but believing in a savior saves men. Fudge!"
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